Me namorado acabou de me ligar. Falou algumas coisas… foi meio grosso, se fez de vítima e logo desligou.
Minutos depois, ligou de novo. Estava com outro tom, me tratando bem e conversando direito. Disse que essa semana me mandou uma carta… Antes desligar se despediu direitinho e até falou que me ama.
É assim que eu gosto!
Não posso negar, ele mexe comigo… não tem jeito. Com ele, todos os sentimentos são mais fortes.
Sinto cíumes, raíva, amor, paixão, carinho, ternura, desejo, ira, dó, tudo… tudo… Quando estou com ele, me sinto a mulher mais segura do mundo, mas quando estamos longe um do outro, me sinto uma formiguinha de tão insegura!
Vivo numa montanha-russa de emoções!
Nosso relacionamento é muito intenso, é forte mesmo. Deve haver alguma explicação espiritual!
Jamais aguentaria de outro homem o que eu aguento dele. Essa frieza, a secura no modo de me tratar… Ele é tão seco, mas quando quer é tão doce, tão amável…
ooooohhhh vida!
Ás vezes penso em terminar, acabar com tudo… seguir minha vida aqui em São Paulo, trabalhar cuidar do meu filho e pagar as contas. Mas no mesmo segundo, dispenso tudo… Eu só quero mesmo casar com ele, ter filho e vivermos em Portugal.
A música do momento é : Jota Quest – O que eu também não entendo
“Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Prá que você possa entender
O que eu também não entendo…
Amar não é ter que ter
Sempre certeza
É aceitar que ninguém
É perfeito prá ninguém
É poder ser você mesmo
E não precisar fingir
É tentar esquecer
E não conseguir fugir, fugir…
Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender…
Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você
Eu tô tranquilo, tranquilo…
Agora o que vamos fazer
Eu também não sei
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também…”